GOVERNO
DO ESTADO DO AMAPÁ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA MARIA CARMELITA DO CARMO
COORDENADOR DO PROJETO VENCELAU PANTOJA
PROJETO ESCOLA
SAUDÁVEL
JUNTOS
CONSTRUINDO UMA JUVENTUDE SAUDÁVEL
1.
INTRODUÇÃO
Ao
olharmos ao nosso redor perceberemos que os jovens estão extremante
vulneráveis, expostos a riscos diversos. No clamor da sociedade, muitas vezes
na figura da própria família, escutamos gritos de socorro – “ALGUEM PRECISA
FAZER ALGUMA COISA” - este mesmo clamor é emitido continuamente também pela
escola. Mas quem é afinal a Escola? Respondo com plena certeza: - Escola é
representada por todos nós, professores, corpo técnico, pais e alunos. Ao
percebermos a amplitude da Escola e quem ela representa, temos a obrigação de
mudar aquele clamor – ALGUÉM PRECISA FAZER ALGUMA COISA! Temos que abrir os
olhos e perceber que aqueles que precisam fazer alguma coisa somos todos nós!
Todos temos responsabilidades junto a esta juventude vulnerável. Precisamos
agir!
Neste
sentido, procuramos parar de reclamar e buscar soluções inovando com
simplicidade e mostrando que com boa vontade e compromisso somos capazes de
fazer a diferença na vida desta garotada sedenta por ouvir, falar, agir e viver
sua sexualidade com responsabilidade.
A sexualidade, no universo escolar é tópico polêmico,
considerando a multiplicidade de visões, crenças e valores dos diversos atores
(alunos, pais, professores e diretores, entre outros), assim como os tabus e
interditos que social e historicamente cercam temas que lhe são relacionados. A
problemática relacionada ao exercício da sexualidade de maneira responsável não
é apenas incumbência das autoridades de saúde, na verdade é uma questão que
permeia todos os seguimentos da sociedade.
Considerando uma visão de protagonismo juvenil, é que
idealizamos este projeto, no qual temos como principal agente de mudança O
ADOLESCENTE que planeja, executa e cresce no decorrer do processo.
1.
JUSTIFICATIVA
A população jovem é considerada mais vulnerável à infecção por doenças
sexualmente transmissíveis, ao HIV /AIDs e à gravidez não planejada devido a
condições de vulnerabilidade social e estrutural a que está exposta, como a
opressão sexual e de gênero, a violência doméstica e sexual, a discriminação de
idade, orientação sexual e racial, somados a seu momento de vida e
desenvolvimento psicossocial, quando está mais propenso a buscar o que ainda
não conhece, a experimentação de novos comportamentos e a busca de apoio no
grupo de pares.
De forma geral, os adolescentes não têm a garantia de espaços coletivos
de interlocução para tratar de temáticas como sexualidade, saúde sexual e saúde
reprodutiva, acesso à educação, ao trabalho e ao apoio social, o que poderá
levar ao aumento do grau de vulnerabilidade tornando-os mais expostos a um
possível envolvimento com álcool e outras drogas como também em relações
sexuais desprotegidas.
No Brasil está ocorrendo um aumento da fecundidade em
adolescentes de 10 a 19 anos de idade, ao contrário da tendência nacional de
decréscimo da taxa de fecundidade das mulheres de outras faixas etárias. Ao
mesmo tempo, pesquisas recentes permitem constatar que a idade da infecção pelo
HIV está se tornando cada vez mais precoce, demandando do Estado, ações de
promoção e prevenção que contemplem as especificidades desta população.
No Estado do Amapá a realidade não é diferente, por
exemplo, o município de Tartarugalzinho apresentou o maior índice de
fecundidade do país e gravidez indesejada na adolescência. Os demais municípios,
inclusive Macapá, não estão isentos destes números alarmantes.
O Estado do Amapá possui acumulados de 1988 a 2014, 1788
casos de Aids, destes a Capital concentra 75% do total de casos notificados. A
faixa etária mais atingida pela epidemia concentra-se na população jovem de 15-29 anos correspondendo a 45%. Observamos
um acentuado crescimento da epidemia na nesta população e se considerarmos o
período de incubação da Aids (5 a 10 anos) podemos supor que estes
jovens estão se infectando na adolescência.
Mesmo
com estes índices alarmantes, muitas escolas encontram-se inertes abstendo-se
de fazer alguma coisa e apenas repetindo – ALGUÉM PRECISA FAZER ALGUMA COISA! –
Cansados de ouvir esta frase, a Escola Maria Carmelita do Carmo ousou e
resolveu agir. Surgiu então, o PROJETO
ESCOLA SAUDÁVEL: JUNTOS
CONSTRUINDO UMA JUVENTUDE SAUDÁVEL. As ações do projeto propiciam condições
para os jovens desenvolverem suas potencialidades como protagonistas no
processo de construção das suas habilidades cognitivas, físicas e sociais que é
fundamental para estes viverem criticamente e dignamente sua cidadania dando
sua contribuição para a qualidade da saúde sexual e reprodutiva da comunidade
escolar.
Para o desenvolvimento dessas ações, a escola tem sido
compreendida como o espaço privilegiado para a inclusão e discussão das
demandas atuais da sociedade, tratando temas e problemas que interferem na vida
dos alunos e professores, nos seus modos de vida, visão de mundo, atividades e
comportamentos propulsores do protagonismo e participação social.
1.
ABORDAGEM METODOLÓGICA
Objetivo Geral
Ø
Proporcionar
ao adolescente oportunidade de trabalhar como autores no desenvolvimento de
atividades de valorização da saúde sexual e reprodutiva contribuindo assim para
a redução dos índices de DST/AIDS, gravidez na adolescência e uso indevido de
drogas.
Objetivos
Específicos
Ø
Realizar o diagnóstico da realidade escolar
relacionado a sexualidade, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e
uso indevido de drogas, permitindo assim, avaliar a vulnerabilidade da
comunidade escolar;
Ø
Mobilizar a comunidade escolar para a percepção
da vulnerabilidade que os jovens estão expostos sensibilizando-os para apoiar
as ações de prevenção do Projeto Escola Saudável.
Ø
Estruturar um Grupo de Alunos no ambiente escolar
interessados em desempenhar o papel de protagonistas.
Ø
Capacitar professores e técnicos da escola para
desenvolverem ações organizadas e atividades relacionadas ao tema sexualidade
na transversalidade dos conteúdos atendendo os interesses do projeto.
Ø
Incentivar a participação de professores e
técnicos como ativistas no trabalho de assessoramento e orientação das ações de
protagonismo juvenil na escola.
Ø
Sensibilizar alunos adolescentes e jovens
através de oficina de capacitação e formação de multiplicadores para
desenvolverem ações de protagonismo na escola.
Ø
Promover integração entre professores e jovens
protagonista formados para socialização das propostas de ações elaboradas e
conhecimentos adquiridos durante os cursos de capacitação.
Ø
Estabelecer parcerias envolvendo outros atores
relacionados a promoção da saúde e cidadania inclusive o setor saúde.
Ø
Apresentar os adolescentes e jovens
protagonistas formados à comunidade escolar, socializando conhecimentos e
trabalhos produzidos nos cursos de capacitação.
Ø
Extrapolar os muros da Escola, envolvendo o grupo
de protagonistas em ações de prevenção.
Ø
Orientar pais e responsáveis envolvendo-os nas
ações de prevenção, assim como na formação de novos protagonistas e
sensibilização da comunidade escolar.
Ø
Implementar a disponibilização de insumos de
prevenção (Preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante) aos alunos
na faixa etária de 13 a 24 anos como também para o corpo de professores, gestão
e técnicos educacionais.
Ø
Realizar monitoramento e avaliação sistemática
do processo de execução do projeto para verificação da expectativa de garantia
de continuidade do trabalho de protagonismo juvenil na escola.
Ø
Capacitar adolescentes e professores de outras
escolas visando fomentar ações de prevenção.
As atividades de formação dos protagonistas são baseadas em
metodologias interativas que priorizam a valorização e a troca de experiências
entre os participantes facilitando consideravelmente o aprendizado e a mudança
de atitude.
1. CRONOGRAMA - 2015
Metas/Atividade
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2015
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jan
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fev
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mar
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abr
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mai
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jun
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ag
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set
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out
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nov
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dez
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Informes a comunidade
Escolar e aos Pais e Responsáveis a respeito dos objetivos gerais do projeto
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Sensibilização e
capacitação do corpo técnico-pedagógico quanto à implantação do projeto assim
como dar alguns subsídios práticos para a abordagem das temáticas em sala de
aula.
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Realização do diagnóstico
escolar referente às temas sexualidade, álcool, fumo e uso indevido de outras
drogas.
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Capacitação 20 alunos para
integrarem um grupo de protagonistas juvenis na escola para o desenvolvimento
de ações de intervenção sobre a problemática dos agravos a saúde sexual e
reprodutiva do adolescente e outros fatores de vulnerabilidade juvenil.
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Mobilização da comunidade
escolar para a percepção da vulnerabilidade que os jovens estão expostos
sensibilizando-os para apoiar as ações de prevenção do Projeto Escola
Saudável.
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Estruturação de um Grupo
de Alunos no ambiente escolar interessados em desempenhar o papel de
protagonistas. Criação do GAP[1].
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Ações extra-muro
envolvendo os jovens protagonistas.
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Capacitação pais e
responsáveis (2 oficinas com 25 participantes), envolvendo-os nas ações de
prevenção, assim como na formação de novos protagonistas e sensibilização da
comunidade escolar.
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Produção do Jornal da
Prevenção – Será construído pelos alunos com o apoio dos professores e
tratará de assuntos relacionados a prevenção e protagonismo juvenil.
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Disponibilização de
preservativos aos alunos na faixa etária de 13 a 24 anos.
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Realização de oficinas de
sensibilização para professores visando abordar metodologias aplicadas ao
desenvolvimento da Educação Sexual.
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Realização de oficina de
sensibilização sobre educação sexual aberta a clientela externa.
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1. RECURSOS
- Retroprojetor e Projetor Multimídia.
- Reprodução de 500 formulários.
- Materiais didático-pedagógicos definidos
após levantamento da demanda e interesses.
- Local, infraestrutura e logística para
realização dos cursos de capacitação.
- Instrutores para ministrar os cursos de
capacitação envolvendo professores e colaboradores externos.
- Materiais didático-pedagógicos direcionados a temática
(Kit Semina).
OBSERVAÇÃO: Todos os
recursos já estão disponíveis na escola não havendo custo extra para realização
das atividades.
RESULTADOS
Deste 2005, quando o projeto foi implementado tivemos
inúmeros avanço dos quais podemos dizer com toda certeza que neste sentido a
escola foi pioneira em abordar temáticas relacionadas a saúde sexual e saúde
reprodutiva do adolescente de forma bastante aberta e isenta de tabus
propiciando assim grandes conquistas. Seu pioneirismo estimulou outros projetos
e serviu de modelo para a validação de políticas públicas na área de prevenção
no contexto escolar.
Como exemplos exitosos podemos citar:
A)
A implantação do Primeiro Banco de Preservativos em
Escola de Ensino Fundamental e Médio no Estado do Amapá em 2005.
B)
A criação do Primeiro Grupo de Protagonista Juvenis com
enfoque na área de Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva do Estado do Amapá chamado
GRUPO DE ADOLESCENTES PREVENIDOS DO AMAPÁ – GAP (2005)
C)
Primeira Escola a Disponibilizar de maneira sistemática
o Preservativo Feminino para Adolescentes;
D)
Instalação dos Primeiros Dispensadores Alternativos de
Preservativos no Ambiente Escolar;
E)
Realização de Oficinas de Prevenção tendo como público
alvo os Pais e Responsáveis com enfoque na saúde sexual e Reprodutiva.
A seguir relacionaremos cronologicamente as principais
atividades já executada nestes 10 anos de execução do Projeto:
- Sensibilização e capacitação do corpo
técnico-pedagógico quanto à implantação do projeto assim como dar alguns
subsídios práticos para a abordagem das temáticas em sala de aula:
Após apresentação da proposta do projeto a direção escolar,
foi programado a 1a Oficina de Sensibilização voltada a prevenção
das DST e Aids e gravidez indesejada envolvendo todo o Corpo Técnico-Pedagógico,
onde na oportunidade foram discutidas várias temáticas: Sexualidade; Relação de
Gênero, Diversidade Sexual, o Papel do Protagonista Juvenil e Propostas de
metodologias para atuar na sala de aula de maneira interdisciplinar.
Todos
os presentes apoiaram as ações porém, admitiram ter dificuldades para lidar com
as temáticas relacionadas a sexualidade.
07.05.2005
2. Seleção e Capacitação
de alunos para integrarem o Grupo de Protagonistas:
Nos meses de maio e julho foi realizado a seleção e
capacitação de alunos para comporem o futuro grupo de ativistas da Escola Maria
Carmelita do Carmo. Visitamos as turmas e fizemos o convite, inicialmente para
5 turma de ensino médio, onde cerca de 20 jovens aceitaram o desafio.
Estabelecemos um calendário de encontros semanais e iniciamos a formação
totalizando uma carga horária de 25 horas. Todo este trabalho foi dado
conhecimento aos pais que autorizaram a participação dos alunos.
Junho/2005
Primeira Logamarca do Grupo
3, Participação no
Camelitart – Mostra Cultural aberta a comunidade escolar:
Apesar do processo de
capacitação ainda não ter chegado a sua conclusão, o grupo aceita participar,
contribuindo com a realização de palestras e debates sobre prevenção das DST
AIDS. Todo este processo foi supervisionado por professores e corpo técnico.
A ação teve tanto
sucesso que houve outro evento na escola e fomos convocados novamente a
participar. Foi uma ação social promovida pela Instituição envolvendo inúmeros
parceiros (SESC, SENAC e UNIVERSIDADE entre outros) onde foram oferecidos
vários serviços. Nesta ação o GAP ficou
conhecido na Escola, despertando a curiosidade de outros adolescentes para
saber mais sobre o trabalho deste grupo. Até mesmo alguns professores
ofereceram espontaneamente apoio para realização de outras atividades.
25.06.2005
Realização do diagnóstico escolar referente aos temas sexualidade, álcool, fumo e uso indevido de outras drogas:
Com o apoio do corpo técnico – pedagógico e dos
próprios membros do GAP, construímos um instrumento para conhecermos a
realidade escolar. A aplicação foi realizada pelos próprios adolescentes
pertencentes ao grupo sendo que todos receberam as devidas orientações quanto
aos aspectos éticos relativos as informações a serem coletadas (em anexo os
formulários utilizados). Estamos em fase
de conclusão do relatório final vale ressaltar que os jovens participaram em
todas as etapas desse processo.
5. Realização
de Oficina de teatro.
Esta oficina contou com a
participação de um colaborador que ministrou as atividades cênicas visando
desinibir e dar mais subsídios aos jovens no contato com o público. Teve a
duração de 12 horas dividida em 3 encontros. A consumação de parcerias com a
sociedade civil organizada mostrou-se fundamental para a efetivação do projeto,
uma vez que com pouco recursos e muita boa vontade podemos viabilizar as ações
planejadas.
06 de outubro de 200
6. Participação
no DIA MUDIAL DE LUTA CONTRA AIDS:
Após o GAP, tornar pública
suas ações, Secretaria de Estado da Saúde tomou conhecimento da existência
deste grupo e os convidou para participar de uma ação integrada alusiva ao 1o
de dezembro – Dia mundial de luta contra a Aids:
Nesta ocasião o grupo já
havia confeccionado sua camiseta e sua logomarca e frase tema: Juntos
construindo uma juventude saudável.
01 de dezembro de 2005.
7. Apresentação da
proposta do projeto a comunidade escolar
No
início de 2006, pedimos um espaço na reunião de pais e mestres para apresentar
as propostas do projeto e pedir apoio dos pais e professores para efetivar a
Implantação do Banco de Preservativos na Escola. O que nos surpreendeu foi o
fato de que alguns pais de alunos da 5ª série nos abordaram solicitando que
seus filhos participassem das atividades pois compreendem a importância do
diálogo com os filhos, porém sentem-se despreparados para abordar estas
temáticas. Em síntese, após a reunião os pais deram pleno apoio ao Projeto e
colocaram-se a disposição para apoiar no que for possível.
Membro do GAP apresentando as propostas do projeto à
comunidade escolar - Março/2006
Comunidade escolar Reunião para apresentação do
projeto - Março/2006
8. Implantação do Banco de
Preservativos – CANTINHO DA PREVENÇÃO
Em setembro de
2006, conseguimos implantar o Banco de Preservativos na Escola Carmelita. Foi
uma grande conquista pois quebramos um tabu quanto a aceitação do uso da
camisinha pelos adolescentes. Adotamos como estratégia a realização de uma
reunião com os representantes de turmas e representantes da direção e
coordenações de área para decidir como os preservativos serão disponibilizados
na escola.
Ficou definido
que os próprios alunos farão a entrega dos preservativos em um espaço, denominado
cantinho da prevenção, localizado na sala de leitura. Já é tradição na escola
as sextas-feiras os alunos protagonistas disponibilizam os preservativos e
tiram dúvidas do alunado e de professores e funcionários.
9. Inserção de novos
membros para o GAP – Oficina de Capacitação:
Afim
de dar novo impulso ao grupo, realizamos em abril de 2006 uma nova oficina onde
os próprios membro do grupo participaram na execução da oficina. Realizamos uma
prévia mobilização da comunidade discente apresentando a proposta do GAP e
abrimos para inscrições espontâneas (ficha de inscrição em anexo).
Conforme
o GAP ia se tornando popular, foram surgindo convites para realizar oficinas em
escolas de ensino fundamental da rede municipal. Em maio de 2006 o Grupo
realizou sua primeira oficina onde todas as etapas – planejamento, execução e
avaliação – foram realizadas pelos próprios adolescentes. A oficina foi
realizada para uma turma da 4ª série do ensino fundamental. Na avaliação dos
jovens esta primeira oficina marcou bastante em função da ótima receptividade
que eles tiveram na escola, tanto por parte dos alunos como da direção escolar.
Oficinas realizadas
pelos membros do GAP em uma escola de ensino fundamental - Maio/2006
11. Participação no I Encontro de Estudantes da Rede Pública na
Prevenção das DST/HIV/AIDS.
Os
adolescentes do GAP apresentaram um relato de experiência no I Encontro de
Estudantes da Rede Pública de Ensino na Prevenção das DST/HIV/AIDS do Amapá.
Neste encontro várias escolas relataram suas iniciativas. O interessante é o
fato de que todos os expositores e participantes eram jovens e adolescentes
falando para adolescentes.
Membro do GAP
compondo a mesa de Abertura do Encontro – agosto/2006
Membro do GAP apresentando relato de experiência do Projeto Escola Saudável no Encontro Estadual de Prevenção na Escola no Teatro do SESI– agosto/2006
12. Realização de Oficina para Pais e Mães dos Alunos
Em
outubro de 2006, promovemos oficinas de sensibilização aos pais de alunos da
escola, objetivando formar pais multiplicadores na prevenção das dst/hiv/Aids.
Novamente tivemos a participação dos jovens na execução da oficina e a troca de
experiências entre as gerações foi riquíssima. Destaco aqui uma das falas dos
participantes: “ se eu soubesse disso antes talvez minha filha não tivesse
engravidado tão cedo (...) e eu teria conversado mais com ela”. Conseguimos capacitar
30 (trinta) pais em 2006.
13. Participação no IV Congresso Brasileiro de
Prevenção das DST e AIDS:
Apresentamos em novembro de 2006 o Pôster do Projeto
Escola Saudável – Implantação do Protagonismo Juvenil. O evento ocorreu na
cidade de Belo Horizonte – MG e contou com a participação de representantes de
todo o país. Neste pôster apresentamos os objetivos e os resultados já
alcançados com o desenvolvimento do projeto. Paralelo a este evento também
estava acontecendo o I MOSTRA DO SAÚDE E
PREVENÇÃO NAS ESCOLAS.
2006
13. Participação no I Fórum
Estadual de Troca de Experiências das Escolas da Rede Pública Estadual:
Dentre vários projetos em
desenvolvimento no estado, o Projeto Escola Saudável foi selecionado para
relatar a sua experiência no I Fórum Estadual de Troca de Experiências das
Escolas do Ensino Médio da Rede Pública Estadual. Neste fórum, os duas
adolescentes do GAP, apresentaram para os educadores ali presentes os
resultados alcançados pelo projeto naquele ano de 2006.
Em
novembro de 2006 o GAP realizou mais uma ação na Escola Carmelita, trazendo
informações aos jovens a respeito de sexualidade e prevenção. Novamente houve
grande procura de informações pelos jovens que frequentaram a Ação comunitária
promovida pela direção escolar contando com vários parceiros, inclusive
profissionais de saúde.
16. Reconhecimento
da Mídia Local:
Devido
ao caráter inovador do projeto em nosso Estado, as emissoras locais
constantemente nos procuram para nos pronunciarmos quanto as ações
desenvolvidas.
Participando de Campanhas de Prevenção promovidas pelo Estado –
2007
17. Participação no 10º EDUCAIDS – SP.
Após uma ótima produtividade em 2005, produzimos um
relatório e enviamos junto com a solicitação de parceria junto a Secretaria de
Estado da Saúde visando participar do 10º Encontro de Educadores na Prevenção
das DST Aids e uso indevido de Drogas – EDUCAIDS. Conseguimos passagens aéreas para dois membros
do GAP. A escolha dos dois alunos foi decisão do grupo. Os Alunos Wandrey
Santos e Deiseane Sampaio participaram do Evento propiciando assim, intensa
troca de experiências com outros adolescentes do Brasil.
2007
18. Realização de oficina de prevenção por membros
do GAP. Atividade executada periodicamente na sala de leitura com plateia
cativa e assídua.
Ano de 2008
20. Formação GAP 2011

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